Para irmos aos nossos próximos destinos, Éfeso e Pamukkale, pegamos um vôo de Istambul a Izmir e fomos de carro até Kusadasi.

Nossa primeira visita foi a Éfeso (Efes em turco), uma cidade greco-romana da Antiguidade, que nos séculos I e II chegou a ter 250.000 habitantes. Nesta cidade ficava o templo de Artemis, uma das sete maravilhas do mundo antigo. Do templo só sobrou uma coluna, mas a cidade está bem conservada e foi incrível visitá-la. Naquela época eles já tinham um sistema de esgoto e todo um planejamento urbano. Tem muita coisa interessante a ser vista, vou mostrar apenas algumas delas.

A deusa Nike.

Vista da Rua Curetas.

Outra vista panorâmica da continuação da cidade.

O símbolo da Medicina.

As latrinas coletivas, ótimo local para as fofocas do dia a dia.

A Biblioteca de Celso, construída no século II, aparece imponente no fim da Rua Curetas. Ainda tem toda a fachada preservada com quatro estátuas simbolizando sabedoria, conhecimento, inteligência e fortuna.

O Grande Teatro que podia receber até 24.000 pessoas.

Um exemplo dos gatos que vimos por todo lado, sempre mansinhos e pedintes, já mal acostumados com os cafunés e comidas recebidos de tantos turistas.

Saindo de lá fomos à Casa da Virgem Maria (Meryem ana em turco), local perto de Éfeso, onde acredita-se que  Maria viveu nos últimos anos de sua vida. Após a morte de Jesus, os apóstolos foram perseguidos e se espalharam pelo mundo. Maria ficou sob a proteção de São João, conforme solicitado por Jesus. São João esteve nesta região pregando o catolicismo e sua tumba está em Éfeso.

Este local foi descoberto pois uma monja alemã, Anne Catherine Emmerich, que viveu entre os anos de 1774-1824, sonhou com a casa da Virgem sem nunca ter estado em Éfeso. Ela descreveu seu sonho em detalhes a um escritor, que publicou sua história em um livro em 1824: “The Life of The Blessed Virgin Mary”. A casa de hoje é uma réplica da que foi achada em ruínas e vários Papas já visitaram este local. Anne Catherine Emmerich foi beatificada pelo Papa João Paulo II, em outubro de 2004.

A casa é uma pequena capela com a imagem da Virgem Maria. Os visitantes do local bebem água das fontes milagrosas, acendem velas  e deixam os seus desejos em papel ou lenço brancos, que são presos na parede. Eu e a Lelia fizemos nosso pedidos.

Saindo da região de Éfeso fomos de carro até Pamukkale. Para chegar até lá passamos por um vale muito fértil, vimos plantações de milho, romã, figo, maçã, pêssego, ameixa, além de vinhedos e oliveiras.

Pamukkale é o local conhecido como “Castelo de Algodão”. Esta é uma região de águas termais e séculos de deslizamentos de água com calcário formaram estas cascatas brancas com pequenas piscinas. Vendo de longe parece uma montanha de neve, mas são pequenas piscinas de água quente. Para preservar o local não é permitido entrar na parte central. Há uma seção reservada para os turistas, que só podem entrar descalços e não podem nadar.

Ao lado de Pamukkale ficam as ruínas da cidade romana de Hierápolis. O local tem um teatro bastante preservado e uma piscina termal onde é possível nadar junto com pedaços de ruínas. Nós não fomos pois deixamos nosso banho para mais tarde.

Neste dia dormimos em um hotel onde é possível tomar banho de águas termais a 42° C. Nós quase cozinhamos, mas  foi perfeito como relaxamento após tantas caminhadas.


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