Quando começamos a montar um roteiro para nossa viagem ainda não tínhamos noção de quantos lugares conseguiríamos visitar. Fizemos uma lista enorme achando que seria a oportunidade de irmos a tantos lugares que estavam em nossas cabeças. Lógico que não demorou muito para percebermos que sete meses é um período curto. A lista então começou a sofrer modificações: muitos países foram cortados e alguns substituídos por outros que faziam mais sentido geograficamente. A Indonésia é um dos países que entrou na lista original e não saiu mais. Sempre tivemos curiosidade em conhecer o templo de Borobudur na ilha de Java e a ilha de Bali.

Começamos voando para Yogyakarta, Yogya para os locais, uma cidade de 390 mil habitantes no centro de Java conhecida por suas atrações culturais. Lá pudemos visitar suas duas maiores atrações:

Prambanan: grandioso, é o maior complexo de templos hindus de Java, com mais de 50 deles. Ele é dedicado à Trimúrti, a divindade suprema, composta pelos três principais deuses do hinduísmo: Brahma, o criador; Vishnu, o preservador; e Shiva, o destruidor. Muitos templos sofreram danos no terremoto de 2006 e centenas de blocos de pedra desabaram ou racharam. Partes do complexo estão fechadas ou cercadas com andaimes e a restauração vai levar anos. Mesmo assim vale a visita, é muito bonito. Nós tivemos a companhia de três simpáticos estudantes de inglês. Para treinar o idioma muitos estudantes oferecem aos turistas um serviço de “guia gratuito” e só pedem em troca que a gente corrija seus erros de inglês.

O deslumbrante Borobudur é um marco do apogeu do budismo em Java, sendo o maior templo budista do mundo. O templo consiste de seis bases quadradas e três circulares no topo. Foi construído aproximadamente ao mesmo tempo que Prambanan, no início do século IX. Com o declínio do budismo Borobudur foi abandonado, coberto de cinzas vulcânicas por uma erupção em 1006 e só redescoberto em 1814. Em 1973 Borobudur começou a ser reconstruído sob o patrocínio da Unesco. O monumento foi totalmente “desmontado”, cada pedra foi marcada, tratada quimicamente e novamente recolocada. A reforma custou 25 milhões de dólares e durou cerca de uma década. O monumento tem cerca de 1500 painéis com ensinamentos budistas e 432 imagens de Buda.

A história de ambos os templos ainda é envolta em mistérios mas é uma grande sorte que eles sobreviveram ao tempo. Com a chegada do islamismo à ilha de Java, no século XIV, todos os templos anteriores perderam seu caráter sacro e muitos foram destruídos para utilização de suas pedras em construções.

Saindo de Yogya fomos para Bali, ilha que abriga quase a totalidade da pequena população hindu da Indonésia. A ilha tem 5.620 km² e é o principal ponto turístico do país, principalmente pela sua diversidade de atrações: praias bonitas para nadar, praias ótimas para o surf, vulcões que podem ser escalados, grandes áreas verdes com plantações de arroz, vida noturna agitada, templos e atrações culturais como pintura, dança, etc.

Para nós Bali teve um significado especial, foi nossa parada para recarregarmos as baterias em uma “casa”. Alugamos uma villa, que é uma casa com quarto, banheiro, sala, cozinha e piscina! Passeamos pela ilha para curtir praias, visitar templos e provar restaurantes e frutas locais, mas passamos muitas horas sem fazer nada, apenas curtindo o temporário “lar doce lar”. Agora estamos prontos para continuar a jornada.


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