Após uma semana em Sidney curtindo amigos que não víamos fazia muito tempo nosso próximo destino foi a Nova Zelândia, um país com apenas 4,4 milhões de habitantes, mas com uma quantidade enorme de ovelhas por todo lado, mais de 31 milhões.

Como a área geográfica é um pouco menor que o estado do Rio Grande do Sul, decidimos viajar a maior parte do tempo de carro e escolhemos a ilha sul como destino. Pudemos comprovar que realmente tem ovelhas por todo lado e é possível rodar horas pelas estradas sem cruzar com ninguém. Foram mais de 1.600 Km através de uma paisagem maravilhosa com montanhas cobertas de neve, lagos de um azul intenso, matas e pastos por todo o lado, fiordes e tudo o mais que a natureza pode oferecer. O país realmente é lindo.

Descemos em Queenstown pois temos amigos brasileiros que moram na cidade. Logo que chegamos eles nos levaram para fazer o que mais gosto, esportes diferentes. Por sinal é impressionante a quantidade de atividades esportivas que essa cidade de 24.000 habitantes oferece! Mountain bike, paraquedismo, bungy jump, speed boat, ski (no inverno), trekking, etc., tudo extremamente organizado e seguro. Não dava para fazer tudo então optei pelo bungy jump  e speed boat e foi incrível. A Mila já conhecia a Nova Zelândia e havia feito antes, então aproveitou para curtir os amigos enquanto eu me divertia. Foram dois dias muito legais conhecendo a cidade e relembrando histórias antigas com a Lisandra e o André, que também tiveram seu ano sabático navegando pelas Américas, quase nove anos atrás.

Saímos de Queenstown e dirigimos quase 400 Km até Milford Sound, os fiords do sul do país, onde pegamos um barco e fomos admirar de perto as montanhas de mais de 1000 m que surgem do fundo do oceano.

Existem poucos lugares para dormir por lá então optamos por voltar até Te Anau para passar a noite. Além disso, nessa cidade existe uma caverna onde habitam umas “minhocas” muito loucas que brilham no escuro. O passeio começa pela manhã e demora algumas horas. Quando entramos na caverna parecia que estávamos passeando sob um incrível céu estrelado. Pena que é proibido tirar fotos dentro das cavernas, então para quem tiver curiosidade o jeito é ir até a Nova Zelândia.

Das cavernas do sul do país nos dirigimos para Lake Tekapo, aos pés do Monte Cook, o maior do país com 3.754 m de altitude. Por lá é possível fazer inúmeros trekkings até o topo da montanha e pelos glaciares. Pelo que pudemos ver vale a pena, mas nós não tínhamos mais tempo então ficamos apenas admirando o lindo visual.

O próximo destino foi Kaikoura, mas antes passamos por Christchurch a maior cidade da ilha sul. Foi muito triste ver a principal área turística da cidade totalmente destruída pelo terremoto de 2010. Não existe mais nada do antigo centro histórico.

Kaikoura é maravilhosa. Nos hospedamos em um lodge que acabou de ser inaugurado. De extremo bom gosto ele foi construído e é mantido por um casal inglês que adora viajar e pensou em tudo que poderia satisfazer os turistas. O local, o serviço e a hospitalidade são incríveis, recomendamos conhecer o Manakau Lodge.

Por sinal, aqui vale um parêntesis. Nunca vi serviço igual ao que vivenciei na Nova Zelândia. Pessoas preocupadas com os turistas, nos tratando como se fôssemos únicos e os mais importantes da face da Terra. Foram as melhores experiências em relação a “ser bem servido” que já tive em minha vida.

Em Kaikoura fizemos dois passeios inesquecíveis. Um foi o passeio de barco para ver baleias cachalotes (para quem não sabe é a famosa Moby Dick, só que não é branca). Conseguimos ver quatro baleias diferentes.

O outro foi o mergulho com golfinhos. A região é famosa por ter uma enorme população nativa de golfinhos dusky, extremamente dóceis e sociáveis. Após 30 minutos navegando é possível avistar centenas deles, parar o barco, mergulhar no mar gelado e ser rodeado por uma quantidade incontável de golfinhos “selvagens”. É uma sensação que não sei descrever, mas sei dizer que quase chorei de emoção brincando com eles.

E até uma foca apareceu nadando junto com os golfinhos.

De Kaikoura continuamos dirigindo margeando o oceano até Nelson. Um visual lindo, cheio de montanhas, pastos, mar e natureza exuberante que adorei conhecer.

De Nelson, voamos até Auckland, a maior cidade do país e de onde nosso vôo sairia para o penúltimo destino da viagem.


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