13° dia: Phakding – Lukla

14° dia: Lukla – Kathmandu

A caminhada estava quase no fim. Estávamos a pouco menos de 8 Km de Lukla, onde o trekking havia começado e de onde voltaríamos para Kathmandu.

O dia amanheceu nublado novamente, por sinal já era o quarto dia que não víamos nada além de 500 m a nossa frente. O grupo, antes extremamente barulhento, estava em silêncio. Todos com o sentimento de fim de viagem, chegando a hora de voltar para casa (exceto eu e a Mila que ainda temos um bom percurso pela frente). Além disso, recebemos a notícia que já fazia 4 dias que não chegava nem saía nenhum vôo de Lukla, ou seja, não sabíamos quando iríamos sair de lá.

Pelo caminho nenhuma novidade, continuamos passando por stupas e pedras mani, por dezenas de sherpas, porters, iaques, burros e cavalos carregados de mantimentos e por uns poucos turistas que conseguiram chegar de helicóptero até Lukla. Paramos almoçar em Cheplung, na Khumbila Guest House.

Ao chegarmos em Lukla fomos presenteados mais uma vez com um quarto com privada e pia! Já estamos nos acostumando a ficar feliz com bem pouco! Só que sem sol não havia banho quente então, como estava bem frio, o jeito foi usar nosso estoque de lenços umedecidos, trocar de roupa e sair para explorar a vila. E o passeio foi divertidíssimo! Para nossa surpresa na vila tinha Hard Rock Café, Starbucks e Yak Donald’s. Nos sentimos em uma metrópole, rs.

Já o aeroporto estava às moscas com tanta neblina.

No fim da tarde nos juntamos ao grupo em um Irish Pub e quase acabamos com o estoque de cerveja do local, afinal já era o décimo terceiro dia sem bebida alguma (exceto uma dose de Chang em uma das Tea Houses). Dançamos muito e demos um show para as poucas pessoas que não faziam parte do nosso grupo e deram a sorte de estar por lá.

E a festa não terminou por aí, voltamos para nossa Tea House onde a pista de dança continuou. Para suar um pouco mais tive a oportunidade de brincar por quase 1 hora com a filha de um dos guias e o filho do dono da Tea House, de três anos cada, que se penduraram em mim até eu pedir “água”. Haja energia, dormi acabado, rs.

Deitamos com o céu completamente nublado mas, como a esperança é a última que morre, acordamos logo às 4:30h da manhã para tentar pegar nosso vôo. E não foi que todas as forças conspiraram a favor e conseguimos pegar um dos únicos 5 vôos que decolaram depois de tantos dias! Como sentamos do lado direito do avião tivemos uma bela vista do Himalaia, a mais alta cadeia de montanhas do Planeta, com cerca de 110 picos com mais de 7300 m de altura.

Com isso, pouco antes das 10 horas da manhã estávamos em nosso hotel em Kathmandu e, para fechar com chave de ouro, os quartos estavam disponíveis! Era hora de um banho quente bem prolongado e umas boas horas de descanso antes de nosso jantar de despedida.

Fomos em um restaurante muito legal chamado Bhumi. O jantar foi uma delícia com vários petiscos típicos (todos bem apimentados) e cerveja Gorkkha. A noite foi maravilhosa, com colchão de verdade em cama de casal grande, sem precisar se espremer dentro de um saco de dormir! Pena que a partir de amanhã voltaremos para o perrengue, rs.


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