A última parada que havíamos planejado para este sabático era a Ilha de Páscoa. Ela fica localizada no Pacífico Sul e, por ser o ponto geográfico mais afastado da Terra, seus habitantes (aproximadamente 5.000 pessoas) a chamam de Te Pito o Te Henua, o umbigo do mundo. Fica a 3.700 Km do Chile e 4.050 Km do Tahiti.

Rapa Nui, nome indígena da ilha, foi declarada Patrimônio Cultural da Humanidade pela UNESCO pois nela ocorreu um fenômeno cultural único no mundo. Desde 300 d.C., uma sociedade de origem polinésia criou, sem nenhum tipo de influência externa, grandiosas esculturas em pedra, os moais.

A ilha tem 887 moais e mais de 270 ahus (altares) que foram construídos entre os séculos X e XVI. Em média os moais tem 4 m de altura e pesam 14 t, mas o maior finalizado tem 10 m e 75 t e há um inacabado com 21 m e 240 t. Não se sabe ao certo o que eles representavam, mas a teoria mais aceita é que teriam sido erguidos em homenagem a líderes mortos, o que explicaria o fato de estarem todos de costas para o mar e de frente para as aldeias.

Atualmente existem poucas árvores na ilha e não há sombra em quase nenhum lugar. Parece que a floresta original de palmas foi toda destruída pelos nativos, que usaram a madeira para ajudar na construção das estátuas.

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Vale visitar o vulcão Rano Rau, com uma cratera impressionante de 1 Km de diâmetro e 280 m de profundidade, e o vulcão Ranu Raraku, que foi a principal pedreira da ilha por mais de 200 anos.

Nós íamos passar um dia na ilha para quebrar a longa volta em etapas e deixá-la menos cansativa. Faltou avisar a Lan Chile, que cancelou nosso vôo, nos deixou um dia a mais em Papeete e nos fez perder nossas duas conexões. Não vou entrar em detalhes, mas ficamos horrorizados com a falta de profissionalismo da empresa e com o mau treinamento de seus funcionários, que estavam mais preocupados em arrumar desculpas do que em ajudar os passageiros. De qualquer forma, depois de bastante dor de cabeça, conseguimos chegar a São Paulo com um dia de atraso e com apenas uma parada de uma hora na ilha (as fotos deste post são de uma visita anterior que havíamos feito à ilha).

Agora começa nosso processo de adaptação de volta ao Brasil, em breve escrevemos para contar como estamos e  um pouco de nossos aprendizados.


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